Futuro do mercado imobiliário está na demanda da classe C.
A classe média popular vai dominar o mercado residencial
brasileiro nos próximos anos, segundo recente estudo da consultoria MB
Associados. De acordo com as projeções da empresa, a classe C, com renda
familiar de três a 10 salários mínimos, terá uma demanda habitacional
potencial por 10,4 milhões de imóveis até 2016.
A procura é medida pelo número de novas famílias que surgem em cada
classe, incluindo-se na avaliação pessoas que partem para morar
sozinhas, como um filho de sai de casa ou um divorciado. A consultoria
exclui o déficit habitacional – condições precárias e coabitação, que
atingem 7 milhões de famílias, 80% das quais na classe D e E – do
calculo de demanda potencial.
O economista da MB Associados Sergio Vale crê que grande parte da
procura se direcione para a compra de imóveis novos, dada a rápida
expansão do crédito imobiliário e o aquecimento desse mercado. A demanda
potencial da classe C é, inclusive, maior que a de todas as classes,
que é de 9,5 milhões até 2016. O fenômeno se explica pela migração
prevista, para a classe C, de famílias e classe D e E, com a
continuidade do processo de crescimento econômico e redução da pobreza.
Como as classes D e E vão diminuir, elas apresentarão uma demanda
negativa de 2,4 milhões naquele período – isto é, essa será a redução do
número de famílias nas duas classes mais pobres. Já o aumento do número
de famílias da classe A e B (acima de 10 mínimos) será de 1,6 milhão
até 2016.

Nenhum comentário:
Postar um comentário