terça-feira, 19 de junho de 2012




Futuro do mercado imobiliário está na demanda da classe C.

A classe média popular vai dominar o mercado residencial brasileiro nos próximos anos, segundo recente estudo da consultoria MB Associados. De acordo com as projeções da empresa, a classe C, com renda familiar de três a 10 salários mínimos, terá uma demanda habitacional potencial por 10,4 milhões de imóveis até 2016.
A procura é medida pelo número de novas famílias que surgem em cada classe, incluindo-se na avaliação pessoas que partem para morar sozinhas, como um filho de sai de casa ou um divorciado. A consultoria exclui o déficit habitacional – condições precárias e coabitação, que atingem 7 milhões de famílias, 80% das quais na classe D e E – do calculo de demanda potencial.

O economista da MB Associados Sergio Vale crê que grande parte da procura se direcione para a compra de imóveis novos, dada a rápida expansão do crédito imobiliário e o aquecimento desse mercado. A demanda potencial da classe C é, inclusive, maior que a de todas as classes, que é de 9,5 milhões até 2016. O fenômeno se explica pela migração prevista, para a classe C, de famílias e classe D e E, com a continuidade do processo de crescimento econômico e redução da pobreza. Como as classes D e E vão diminuir, elas apresentarão uma demanda negativa de 2,4 milhões naquele período – isto é, essa será a redução do número de famílias nas duas classes mais pobres. Já o aumento do número de famílias da classe A e B (acima de 10 mínimos) será de 1,6 milhão até 2016.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWlHZXd-0yhtpUuurXA6iU9Mrs7cqqrAvmT68Wgg0F0V3jotjWltJJ4U70RegWpEaXu1gvsJYV1iwa_g3m7vpEZnGeeyOCB713PdMCCGgTcKMaWBB1YdbZcbow_AZ0aHw5Q7FAW7YqjJlx/s1600/mcmv.jpg

Nenhum comentário:

Postar um comentário